Mostrando postagens com marcador Artigos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Artigos. Mostrar todas as postagens

sábado, 31 de outubro de 2009

Falta pudor e respeito em nossas famílias

Carlos Teixeira
Sexto semestre

Já foi o tempo em que uma filha respeitava os pais e se policiava com relação as roupas que usa no dia a dia. A banalização da sexualidade está de tal forma que usar uma roupa curta (ou curtíssima) é “da moda” e não deveria incomodar ninguém. O episódio envolvendo uma aluna da Uniban, em São Bernardo do Campo, no ABC, deveria trazer a tona a discussão sobre o certo e o errado em certos comportamentos.

É claro que todo mundo tem o direito de fazer o que bem quiser, quando e como quiser e assumir a responsabilidade por isso. Este aspecto deve ficar muito bem claro na cabeça de todo mundo. Mas é preciso ter o mínimo de respeito para consigo e para com as pessoas próximas. Não é de hoje que está havendo uma inversão de valores morais, religiosos, legais, políticos e tantos outros. A nossa sociedade está em processo de falência. E não adianta falar em “sociedade moderna”, “psicologia moderna”, “liberalidade” e outros argumentos fantasiosos que só mostram a decadência do comportamento humano.

Hoje está ficando normal uma criança matar outra a facadas. O filho esbofetear a mãe por causa de mistura e meninas saírem quase semi-nuas às ruas. Ao lerem esse artigo as mulheres podem se levantar e questionar que podem ter o direito de andar “bonitas e bem vestidas”. Sem dúvida alguma, principalmente no “bem vestidas”. Não é de hoje que vemos, em qualquer lugar que frequentamos, jovens com decotes profundos, minissaias praticamente mostrando o umbigo (e a referência é na vista de baixo para cima) e calcinhas à mostra.

Tal comportamento acaba estimulando outro comportamento mal educado e totalmente chulo por parte de alguns rapazes criados como se o mundo fosse uma grande “região do meretrício”. O que esperar de uma sociedade que é moldada a partir de programas em que uma moça tem dois namorados (numa apologia a bigamia), ou de reality shows onde a “pegação” é o ponto alto da audiência? Nem é preciso responder.

Não precisamos viver como na época medieval, em que usava-se três trajes de roupas, um sobre o outro. Entretanto, tanto não podemos viver numa Sodoma ou Gomorra, onde a libertinagem impera. Encontrar o meio termo para isso é o desafio da sociedade. E a principal responsável por isso é a família. Cabe aos pais encontrar a educação adequada para seus filhos, a fim de evitar episódios deprimentes e selvagens como o registrado na Uniban.

domingo, 9 de agosto de 2009

Heróis em humanidade

Diuân Feltrin
Sexto semestre

Cuidar e deixar ser cuidado; guiar e deixar ser guiado: qualidades privilegiadas concedidas por Deus aos homens que assumem a paternidade. Defender e ser defendido é tarefa árdua. Não é fácil tomar para si os erros e dores de alguém. Não é fácil curar feridas por meio de palavras doces e encorajadoras. Pais da humanidade, homens vencedores cuja missão é cuidar, guiar, orientar e defender seus filhos e filhas diante das adversidades a que somos expostos cotidianamente.

Paternidade não se restringe somente a laços de sangue. É bem maior que isso! O amor de pai os une a seus filhos e filhas com laços de amor. Laços consistentes que determinam rumos a serem seguidos durante a vida.

Como canta Zezinho: “Das muitas coisas do meu tempo de criança, guardo vivo na lembrança, o aconchego de meu lar...” Sabedoria paterna, longas conversas na varanda determinam a imprecisão do tempo. A vida não parece passar quando somos acolhidos em braços afetuosos e protetores. Homens sábios, como o bom pastor que orienta nossas escolhas. Essa é a missão de pais da humanidade: proteger seus filhos das armadilhas da vida.

Pais... Verdadeiros mártires, como Dom Hélder, Dom Oscar Romero, entre outros que a serviço da comunidade e da Igreja adotaram milhares de filhos e filhas para o caminho da justiça. São Francisco... Que bom seria se o sentimento paterno fosse orientado por preceitos franciscanos... Francisco jamais teve a graça de ser pai biológico, mas cuidou para que a vida tivesse vida em abundância. Foi filho, foi irmão e foi pai, à medida que considerava a natureza como mãe e a morte como irmã.

Existem pais privilegiados, mas que não dão conta de ampliar tal condição para o coletivo. Mártires têm essa capacidade humanitária, essa coragem vencedora. Deixar de ser pai apenas dentro de casa e lutar pelo coletivo, visando ao bem-estar comunitário justifica a condição humana da paternidade.

sábado, 20 de junho de 2009

Jornalistas (diplomados ou não), uni-vos!

Carlos Teixeira
Quinto semestre
O diploma caiu. Agora, não é preciso mais o diploma específico de jornalista para trabalhar na área. Advogados, engenheiros, filósofos e quaisquer outros formados poderão atuar nos meios de comunicação. Convenhamos, a decisão do Supremo Tribunal Federal era esperada. Essa medida devia ter sido tomada há muito tempo. Bom, mas antes tarde do que nunca.

Alguns coleguinhas acadêmicos, como eu, estão se perguntando: o que vou fazer agora? Continuo a estudar ou abandono tudo, já que não é preciso mais o diploma para atuar como jornalista? Meninos e meninas, fiquem atentos. O Supremo Tribunal Federal tirou do Estado o poder de decidir no nosso mercado de trabalho. O próprio mercado vai se regular e não vai deixar de contratar os profissionais que buscaram a qualificação, a formação profissional para atuar nos veículos de comunicação.

Algumas empresas já se posicionaram sobre isso. As faculdades sérias vão continuar sendo procuradas para fornecer os profissionais para as empresas. O que precisamos fazer, enquanto profissionais, é nos mobilizar para manter as nossas garantias trabalhistas. Apesar da não obrigatoriedade do diploma para atuar no meio, as empresas são obrigadas a manter os pisos salariais, dissídios coletivos e todos os benefícios da categoria. A obrigatoriedade acabou, mas os sindicatos e os direitos trabalhistas conquistados, não!

Diante disso, o Sindicato dos Jornalistas deve mudar a sua postura, já que foi voto vencido, para angariar a simpatia de todos os profissionais para fortalecer a entidade e conquistar outros benefícios. Uma vez deglutida a decisão do Supremo, todos os envolvidos no processo devem rever os conceitos e adotar novas posturas diante da nova situação.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

"A gente somos inutel..."

Cláudio Henrique
Sétimo semestre
É inconcebível a ideia de que um país com tanta vocação para ser grande recue seu progresso por causa de fatores medíocres. Assim como muitos companheiros blogueiros e não blogueiros, estou lutando para ter o tão sonhado reconhecimento acadêmico, o qual vem acompanhado de conhecimentos externos e bibliográficos. O diploma era mais que uma necessidade: um anseio pessoal.

Era, porque o picadeiro do STF (Supremo Tribunal Federal) e oito ministros metidos a entendedores da imprensa votaram pela cassação da obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo. Uma afronta que indignou e chocou muitos amigos da área, inclusive este blogueiro.

Por oito votos a um, a corja do senhor Gilmar Mendes, presidente que se gaba pela irracionalidade, privou a sociedade brasileira de ter uma imprensa mais capacitada e comprometida com os anseios seus. Alegando a "democratização da liberdade de opinião", o STF considera qualquer pessoa, independente da formação, apta para escrever em linhas, falar em emissoras ou postar em sites, sem prévio conhecimento do que expressa. Trocando em miúdos: não levam a sério o trabalho de todos nós, pois segundo o mandatário do Supremo, somos iguais a "cozinheiros".

É basicamente isto. Fica registrado aqui a minha indignação com relação a esta medida insensata e pequena. Vamos cozinhar o nosso diploma sim, mas mostraremos para Mendes e Capangas S/A que somos muito mais do que eles pensam. É por causa desta gente que a nação retrocede a cada dia. E todos nós caminhamos para a inutilidade perante à visão deles,

A regressão do Jornalismo

Ivan Ambrósio
Sétimo semestre
No dia 17 de junho de 2008, o Jornalismo e seus apaixonados na profissão tiveram um dos piores golpes que uma profissão possa ter: a não obrigatoriedade do diploma.

O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu, por 8 votos a 1, que é inconstitucional a obrigatoriedade do diploma em curso superior específico para o exercício da profissão de jornalista no Brasil, ou seja, qualquer pessoa, independente de sua formação que esteja apta em escrever nos jornais, revistas ou blogs, falar bonito no rádio ou na TV, seja considerado como jornalista.

Os sete bobos da corte suprema, acompanhados de seu chefe, o "excelentíssimo" (se é que podemos chamá-lo assim) senhor Gilmar Mendes, presidente dotado de irracionalidade e falta de profissionalismo, barraram e acabaram com as esperanças dos brasileiros de ter uma imprensa digna, capacitada e comprometida com os problemas da população, tornando-se o porta-voz. Apenas o ministro Marco Aurélio Mello, a única voz sensata daquele Supremo, votou a favor do diploma, afirmando que o jornalista deveria "ter uma formação básica que viabilize a atividade profissional, que repercute na vida do cidadão em geral".

Enfim, os "senhores" ministros afirmaram em sua opiniões que não levam a sério o trabalho do jornalista, que às vezes os incomodam, mostrando a verdade e os "erros" drásticos que eles cometem, sendo estes diplomados, com respeito a leis e julgamentos, favorecendo as classes mais altas.

Finalizando esta postagem, faço das palavras do presidente da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), Sérgio Murillo, as minhas palavras sobre a atitude do ministro Gilmar Mendes e seus sete bobos da corte suprema derrubando a obrigatoriedade do diploma para Jornalista:
“É um contrassenso. A sociedade exige profissionais extremamente especializados. Lamento que o Supremo tenha andado na contramão. Mas tenham certeza que nem o jornalismo e nem a nossa categoria vão desaparecer”. Agora é o momento de todos nós, jornalistas diplomados e estudantes de Jornalismo, nos unirmos e mostrarmos a todos que jornalista pautado na ética, seriedade e compromisso com a população é jornalista com diploma!

Obrigada por nada

Lívia Gaspar
Quinto semestre
Indignada. É única palavra que existe no mundo neste momento que pode expressar o que eu sinto agora.

Qualquer um pode ser o que quiser, a hora que quiser. Para isso, basta ser honesto ou não. Existem advogados formados e advogados com diplomas falsos, médicos formados e médicos com diplomas falsos... Existem formas para ser o que quiser sem precisar sentar num banco de faculdade. Todo mundo sabe disso.

Não me levem a mal, não estou querendo menosprezar nenhuma profissão, certo? Mas até para ser uma manicure ou depiladora é preciso ter pelo menos um certificado de curso. Mas se eu quiser fazer a unha ou me depilar em casa, eu não preciso ter um. Mas a lei exige que em um salão de beleza a manicure, a depiladora, a cabeleireira, a colorista, a esteticista, a massagista, qualquer profissional dentro do estabelecimento tenha um certificado de curso. Se um fiscal aparecer no salão e esses profissionais não estiverem trabalhando de acordo com a lei, o estabelecimento perde o seu alvará de funcionamento.

Gilmar Mendes comparou a profissão de jornalista com a de um chefe de cozinha. Obviamente os cozinheiros não são pessoas nem melhores e nem piores do que os jornalistas, no fim das contas todos nós somos apenas seres humanos antes de exercer qualquer profissão, mas com certeza um restaurante bem conceituado tem em sua cozinha um chefe de cozinha que saiba realmente o que está fazendo, e certamente uma pessoa que fez faculdade de culinária tem mais conhecimento do que uma pessoa que não fez.

Aí vem a pergunta: "Mas a experiência não conta nada?". É claro que conta, conta muito. Mas o cara que passou uns anos fazendo a faculdade de culinária, estudando a "arte de cozinhar", vai saber coisas que podem fazer toda a diferença.

Diante disso, nos resta esperar que as empresas jornalística tomem uma atitude correta e não deixem de fora quem se esforçou pra ter um diploma.

“Mais do que indesejável, a exigência do diploma para jornalistas é impraticável. Como se proibirá o exercício da disseminação da informação pela internet?”, foi o que disse a advogada do Sertesp, Taís Gasparian, referindo-se à proliferação dos blogs.

Pelo amor de Deus! Os blogs não são meios jornalísticos! Eu escrevo o que eu quiser e bem entender no meu blog, e logicamente eu não preciso ser uma jornalista pra isso! Mas jornais devem ser escritos por jornalistas, independente de ser impresso, rádio, TV, internet, sinal de fumaça!

Obrigada, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Eros Grau, Carlos Ayres Britto, Cezar Peluso, Ellen Gracie e Celso de Mello, por nada!

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Chats

Cristiano Morato
Quinto semestre
Muitos sites oferecem a possibilidade de o internauta teclar com outras pessoas em salas de “bate-papo”, de diversos gêneros. Cidade, idade e sexo são algumas das salas que você pode escolher. É possível conhecer pessoas do mundo inteiro por intermédio dos "chats".

Um meio que poderia ser utilizado para desenvolver o conhecimento do navegante é, muitas vezes utilizado como forma de busca pelo sexo casual. As pessoas entram nos “chats” geralmente com nomes bem sugestivos. E sempre com um vocabulário bem culto e com perguntas que dão até pra filosofar como nome, idade, cidade, peso, altura, “tamanho de lá ou de cá”. E assim segue a conversa do pessoal que busca por trocas de experiências bem pessoais é muita cultura em uma sala só.

Não é que os “bate-papos” não têm nada a oferecer, mas a banalização pela busca do sexo é algo preocupante. Até nas salas destinada a religião a procura é por orgias e tudo mais; as pessoas não querem mais conhecer o outro, conversar pessoalmente olho no olho, simplesmente querem sexo. E a partir dessas “brincadeirinhas” há um aumento das DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis).

A internet é uma ferramenta para procura de conhecimento e para busca de entretenimento não muito casual, entretanto é a diversão do brasileiro. O que não podemos é deixar de viver a realidade para ficar preso em um universo onde nem sempre pode se confiar na verdade que aparenta ser.

No mundo, as drogas e a violência cada dia tomam proporções maiores, mas é a realidade do homem. Mesmo assim, é necessário lidar com os problemas do cotidiano. Não podemos nos esconder da realidade e se fechar em um mundinho onde os problemas não existem. Os “chats” estão aí, entra neles quem quer, mas lembre-se que o verdadeiro mundo é fora da internet.

domingo, 31 de maio de 2009

A cara da interatividade

Gustavo Caldeira
Quinto semestre
Os conservadores podem reclamar que o atual momento da TV brasileira é deprimente, pois argumentam que essa mídia tem o papel social de educar e conscientizar as pessoas. Todo veículo de comunicação privado que se insere no mercado capitalista necessita de venda ou audiência para sobreviver, pois o grande termômetro para o sucesso do programa são telespectadores que determinam a permanência do produto e o formato, porém com acréscimos de novidades para despertar o interesse, e atingir os objetivos, de faturar com a publicidade do programa. A TV sempre foi e será uma grande mentira, inspirada na realidade.

Uma tendência mundial, os reality shows, chegam para ficar. Na Europa, são fenômenos de audiência programas como ídolos, Reconstrução Total, A fazenda, Big Brother, Os Nerds e as Gostosas. Pautam as mídias internacionais, tornando o ser comum em celebridades instantâneas, despertando a ira de atores, celebridades, que fazem da fama, profissão.

A concorrência e entre as mídias ampliou este horizonte. O Youtube é uma referência de sucesso de anônimos na internet, que se tornaram celebridades. O grande advento, para sobressair, é ser dinâmico e interativo. Diante dessa constatação, o telespectador vem ganhando voz.

Canais que até então seriam imagináveis aparecerem, como a Rede Globo, que defende o padrão de qualidade, vêm cedendo espaço no programa Fantástico, exibido aos domingos, mostrando vídeos com pessoas mandando mensagens temáticas. O mesmo canal está perdendo audiência, em seus telejornais, por ainda estar com padrão robotizado, o que saturou o público com passar das décadas. A interatividade e dinamismo são características da internet que migraram para outras mídias sendo caminho sem volta.

domingo, 17 de maio de 2009

Windows Seven beta

Gustavo Caldeira
Quinto semestre
Neste último fim de semana, decidi trocar o sistema operacional. Atualizei de Windows XP para o Windows Seven, ou pode ser chamado de atualização do Windows Vista.

O desenvolvimento desse novo sistema começou com o problemático “Vista”. Em seu lançamento, a Microsoft tinha pretensão de revolucionar o mercado, com uma nova plataforma gráfica e multimídia aprimorada com novos recursos.

Essas novidades não foram capazes de sustentar os problemas que a Microsoft teria de enfrentar com esse sistema operacional, que acabou encalhando no mercado, sendo alvo de muitas criticas.

Por ser caro, e exigir uma configuração superior das atuais máquinas vendidas no mercado, seria inviável sua permanência. Os grandes fabricantes tinham apenas como objetivo vender computadores, com baixo custo, com configurações básicas, assim promovendo a inclusão digital. Entre trocar milhões de máquinas, ou desenvolver um sistema mais leve, a empresa Microsoft, desenvolveu o Windows Seven.

O novo sistema operacional já esta disponível para download em versão beta (fase de teste). Trazendo muitas inovações, com cores diferentes, ícones com designer agradável, vinheta nova, comando de voz em inglês, função touch screen, entre inúmeras novas funções. A grande ênfase é sua agilidade de resposta, melhorando o desempenho da máquina.

O Windows Seven chega para ficar. Particularmente, gostei muito desse novo sistema operacional. Para usufruir, dessas novas tecnologias, aconselho um investimento em longo prazo, comprando um computador com configuração superior, para evitar uma dor de cabeça no futuro.

domingo, 10 de maio de 2009

Mais que testes e decoreba

Elissa Moreli
Quinto semestre
Paulo Renato Souza é o novo secretário da Educação em São Paulo. Um pedido do governador Serra o fez assumir o cargo e dar uma forcinha em um dos cenários mais críticos do País: a educação pública.

Porém, o que entrou em discussão na entrevista com o jornal Folha de S.Paulo foram as novas condições que o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) está sendo aplicado. Agora, a prova servirá para avaliar e selecionar os estudantes que pretendem entrar em universidades públicas. Das 63 questões hoje aumentarão para 200 e será cobrado mais conteúdo. E é aí que se encontra o erro, segundo Paulo Renato, que foi o criador do exame na época do governo FHC. O secretário explica que o principal objetivo do Enem era estimular o raciocínio lógico, a criatividade e desenvolver nos jovens métodos plausíveis para solucionar problemas. O que ocorrerá agora com esse novo formato de avaliação é a velha e imprestável decoreba.

Todos nós sabemos que decorar não é sinônimo de aprendizado, e sim no mínimo prova de boa memória recente. Na verdade, o grande problema mesmo não está no formato do Enem ou no caduco sistema de selecionar estudantes. O que se deve discutir com todo objetivo de encontrar uma solução é a qualidade do ensino público. Se nossas crianças e jovens tivessem oportunidade de receber do Estado melhores condições de aprendizagem, com certeza o novo Exame seria apenas um detalhe.

Falta de tudo um pouco. Investimento e manutenção nas estruturas dos prédios escolares, qualificação dos docentes, material didático e por vezes a alimentação que necessita de controle nutricional. Essa sim seria uma boa discussão, se tratada a sério e com empenho bons resultados seriam alcançados.

O Exame Nacional do Ensino Médio também avalia o nível dos alunos nas escolas do País inteiro e serve como termômetro para o governo reconhecer os graus de deficiência do sistema educacional que comanda. O resultado obtido neste ano, com relação à aplicação da prova no ano de 2008, foi caótico. As escolas públicas atingiram os piores níveis possíveis de qualidade e se encontram nos últimos lugares nas tabelas de avaliação. O que demonstra que independente de exigir conteúdo decoreba ou não, os alunos do Estado não têm preparação para passar por grandes testes.

O correto é agir na melhoria da educação pública, começando pelas bases (ensino fundamental) e preparar bem os profissionais e apostar em um ensino que trabalhe todas as desenvolturas que serão exigidas do aluno futuramente. Esse investimento beneficiará todas as fases que o estudante precisa passar. Ele estará preparado para todo e qualquer desafio e avaliação. Este sim deve ser o raciocínio lógico do Estado. De que adianta cobrar se não é capaz de fazer? Para os futuros avaliados e despreparados, boa sorte!

15 anos sem Ayrton Senna

Angélica Neri
Quinto semestre
Os brasileiros guardam na memória a grande atuação de um jovem considerado exemplo de coragem e velocidade. Um “garoto”, com sonhos e promessas de um futuro brilhante: Ayrton Senna, o piloto que se consagrou ícone da Fórmula 1.

Ousado e determinado, ele tinha prazer em participar de desafios. A peculiaridade observada em seu profissionalismo dava a ele a boa fama de “conquistador”. Ele conquistava vitórias e também a admiração de um povo.

No dia 1º de maio de 1994, um grave acidente tirou a vida de Ayrton. A tristeza predominou entre os milhões de brasileiros que acompanhavam nas manhãs de domingo as chegadas sublimes do jovem piloto.

Ayrton Senna morreu fazendo o que amava, no auge do reconhecimento. Em todo o mundo era observado o sofrimento das pessoas, choro e desespero em consequência do trágico acidente. Simples gestos demonstravam a lacuna deixada por Senna. Ele conquistou o respeito, tornando-se referência no automobilismo.

A emoção e adrenalina proporcionadas às famílias brasileiras eram marcantes. A famosa trilha denominada “da vitória” ganhou destaque no dia-a-dia do piloto. O inesquecível tricampeão mundial levava o nome do Brasil por todos os lados e era orgulho para a população.

Com certeza, o humilde guerreiro impactou o País. A terrível cena ficou registrada na memória de quem assistia à corrida. Era difícil conter as lágrimas. Era difícil acreditar que chegava ao fim uma brilhante carreira.

A partir daquela ocasião, o feriado de 1º de maio não transmitiria a mesma mensagem. Há 15 anos, o “Dia do Trabalho” transformou-se em “Dia da Saudade” para milhares de pessoas. Valeu, Ayrton Senna!

Confesso que minhas lembranças sobre ele são bem vagas. Eu tinha apenas 4 anos de idade. Entretanto, lembro-me das ocasiões que eu me reunia com a família para assistir às corridas.

Ainda guardo na memória as chegadas emocionantes de Ayrton Senna. Ele tinha prazer em representar o Brasil. Ele mostrava a bandeira de uma maneira pura e sincera. É como se dissesse: “Eu amo meu Brasil”!

Que a grandeza do jovem guerreiro sirva de exemplo para todos nós.

Veja, abaixo, homenagem ao tricampeão mundial de Fórmula 1 feita pelo Videoshow, da TV Globo, que foi ao ar no último dia 1º

Amor de mãe

Diuân Feltrin
Quinto semestre
Amor de mãe. Dádiva única e verdadeira concedida por Deus a mulheres privilegiadas. É um tipo de amor diferente, próximo ao divino. Amor incondicional que seria capaz de salvar o mundo da iniquidade. Talvez, se cada ser humano fosse beneficiado com um pouquinho de amor de mãe, não seríamos obrigados a nos deparar com tantas injustiças.

Amor de Mãe não considera decepções e fraquezas. Muito pelo contrário, preocupa-se em ser alento a qualquer forma de sofrimento. É um amor sublime e forte, sempre disposto a sanar, no calor de um colo compreensivo, as angústias de filhos imperfeitos. Sim, aos olhos das mães os filhos são criaturas perfeitas.

Mães são mulheres de aço. Não se sabe como, mas conseguem retirar forças dos momentos mais difíceis para evitar que os filhos sofram com possíveis decepções. Mesmo conscientes de que tombos são necessários para se aprender a caminhar, as mães procuram sempre orientar seus filhos para que não sofram. São criaturas quase que perfeitas, visto que a capacidade de tomar para si as dores de outrem não é para qualquer um!

Mães são retratos vivos do maior ensinamento divino, que é “Amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a si mesmo”. Neste dia especial dedicado às mães, vale homenagear estas mulheres geradoras da vida! No entanto, são diversas as mulheres que não foram agraciadas com o dom da maternidade, mas exercem tal papel na sociedade. Inspiradas em Maria, estas verdadeiras fortalezas depositam doses de carinho em pessoas que, por incontáveis motivos, não tiveram a oportunidade estarem ao lado de suas mães biológicas.

São muitas as mães que jamais conceberam vida, mas que foram agraciadas com o dom da maternidade de coração. Estas também devem ser lembradas neste dia tão especial! Um feliz Dia das Mães!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Em busca de uma sociedade mais justa

Angélica Neri
Quinto semestre
Uma constante luta pela sobrevivência é enfrentada por milhares de pessoas em todo o mundo. A fome, a solidão e a falta de oportunidades refletem em uma sociedade manchada e condenada pelas diferenças sociais.

O assunto é destaque nas críticas ao governo, e, a cada período eleitoral, a esperança se renova. A verdade é que soluções são apontadas, mas dificilmente colocadas em prática. O resultado pode ser observado com facilidade: os menos favorecidos sofrem com o intenso descaso.

As prefeituras todos os dias ficam superlotadas. Em muitos casos, as reivindicações são mínimas, mas necessárias: uma cesta básica, um remédio ou um aparelho ortopédico. Após horas na fila, elas são ouvidas, mas nem sempre atendidas.

Para preencher essa lacuna, surgem grupos de apoio e clubes de serviço, formados por voluntários. Os integrantes dessas associações trabalham a favor do bem-estar social, viabilizando dias melhores à população de baixa renda.

A atitude é considerada digna de aplausos. Os esforços dessas pessoas são observados em todo o mundo. Doações de alimentos, roupas e remédios, e visitas a asilos, Apae, casa abrigo, hospitais e creches fazem a diferença no dia a dia dos envolvidos.

Vale destacar que os voluntários agem com o coração, independentemente dos gastos. Em muitos casos, os próprios voluntários financiam o trabalho desenvolvido.

Se analisarmos o Brasil, as associações de voluntários existentes ainda representam uma pequena parcela da população, mas indiscutivelmente necessária no momento atual. Agindo com responsabilidade e amor ao próximo, é possível conquistar uma realidade mais justa.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Uma das análises de Paulo Francis sobre o Brasil

Jean Fronho
Quinto semestre
Nesses últimos dias, vendo na internet um vídeo sobre Paulo Francis, o célebre jornalista e intelectual brasileiro que morreu em 1997, vítima de um ataque cardíaco, lembrei-me de ter lido um importante livro seu, no qual ela faz uma das suas significativas análises, em forma de ensaio, sobre a política brasileira. O nome da coletânea é "O Brasil no mundo". Tratava de uma abordagem, bem como de sugestões para o processo de redemocratização do Brasil após os vinte anos de ditadura.

Depois de passar por um período de extrema violência e censura, o País finalmente via ir embora o poder dos militares. Ainda assim a transformação fora gradual, e o primeiro presidente não militar, Tancredo Neves, foi escolhido por voto indireto. O problema é que Tancredo morreu antes de assumir e então a volta à democracia levou mais um choque.

Entre os livros da coletânea em questão está o do genial Paulo Francis, que procurou fazer uma análise política do autoritarismo no Brasil desde as suas origens. Fazendo uso de uma teoria sociológica, o autor apresentou a relação entre a exercimento do poder das instituições no Brasil sobre o povo, com a formação cultural brasileira, ligada principalmente à Contra-Reforma.

Paulo Francis não foi o único a defender a tese de que muitos dos problemas que a sociedade brasileira enfrenta estariam possivelmente ligados a sua formação cultural, baseada na ética católica. Problemas como corrupção, forte tendência ao autoritarismo e abuso de poder são causados devido à ideia brasileira de que não se deve fiscalizar o governo, já que nenhuma mudança está ao nosso alcance.

A ética da formação católica sempre colocou que entre o homem e Deus deveria haver um intermediário. Até na hora de confessar os seus pecados, o sujeito deveria procurar um padre para intermediar sua relação com o criador. Essa característica acabou por embutir no brasileiro a ideia de que deve haver alguém para governar sua vida e que sempre existe uma instituição superior capaz de decidir por ele.

A Reforma Protestante de Luthero opunha-se fortemente aos conceitos da Igreja Católica e trazendo uma formação que influenciou puritanismo inglês, pregava uma relação direta entre o homem e Deus, na qual o ser humano era capaz de decidir por si independentemente e dar o rumo que quisesse à sua vida. Essa ideia veio ao encontro da lógica capitalista da livre iniciativa privada e acabou se opondo a todo método positivista e burocrático que poderia ser imposto pelo Estado.

Acontece que o Brasil não foi colonizado pela Inglaterra e sim por Portugal, país notoriamente católico. E assim como houve a Reforma Protestante houve também a Contra-Reforma, na qual a Igreja Católica visava fortalecer toda a moral do catolicismo que estava sendo denegrida pelas renovações de Luthero. As “Companhias de Jesus” ganharam o mundo, e o Brasil se viu refém do expansionismo mercantil e ao mesmo tempo religioso dos nossos irmãos lusos.

O humor ácido de Paulo Francis está presente nas ferozes críticas à dependência do povo brasileiro às organizações existentes no Brasil, e no caráter pouco participativo do brasileiro na vida de sua nação. Tudo isso porque, segundo ele, nossa formação cultural foi de cunho fatalista, com a afirmação de que a vida é “sofrida” e não podemos fazer nada para mudá-la. Só nos restaria então rezar e esperar que a Igreja e o Estado tomassem as decisões corretas para nosso destino. Ora, existe cenário mais propício para a propagação de um regime absolutista e corrupto? Afinal de contas, quando ninguém toma conta do que é público, alguém se apropria. Portanto, os políticos sentem-se à vontade.

A obra nos põe frente a frente com todo o conhecimento não só teórico, mas prático de Paulo Francis. O autor nos revela diálogos que teve com personagens importantes do meio político do Brasil, bem como bastidores do Golpe Militar, sendo que este não se limitou aos governantes brasileiros, mas se estendeu também aos Estados Unidos.

Como toda grande análise, o livro retoma todos os antecedentes do Golpe, que já era previsto antes da posse de João Goulart. Paulo Francis ressalta que a eleição de Jânio Quadros fora a única em que houve uma participação eleitoral efetiva e consciente da sociedade brasileira. Com a renúncia de Jânio Quadros, o quadro (sem trocadilho) político para o governo de Goulart era desfavorável, uma vez que há muito a direita brasileira, apoiada à americana, queria se ver livre da ameaça esquerdista e via em Jango um de seus representantes.

Outro ponto interessante é quando Paulo Francis cita uma entrevista do ex-presidente militar Castelo Branco para o jornal O Estado de São Paulo, na qual ela afirma que a princípio o golpe não previa um regime ditatorial. Castelo afirmou que muitos militares pensaram em abandonar o barco quando se viram inseridos em uma ditadura. A ideia central do golpe era, com o apoio dos Estados Unidos, imprimir uma forma de governo forte e centralizadora, que afastasse o perigo dos “comunistas comedores de criancinha.”

Além da análise, o livro ainda traz toda a originalidade e autenticidade do jornalista, que passou por uma mudança ideológica interessante, indo da esquerda para a direita política, sendo aclamado por membros de ambas as partes em épocas diferentes.

Retomar o passado de um país de forma tão ardente para compreender como tudo se deu em baixo do nariz de um povo a cada dia mais distante da noção de cidadania, foi uma missão muito bem desempenhada pelo autor. Muitas vezes tachado como “anti-povo”, Paulo Francis por vezes foi acusado de pecar pelo preconceito. Mas não deixou de alertar sobre um problema quase sempre ignorado pela própria população: a falta de consciência política do povo brasileiro.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

O feriado mudou

Naira Mendes
Quinto semestre
O Brasil tem por ano 13 feriados, mas a maioria dos brasileiros não sabe o significado dessas datas comemorativas. Antigamente, as pessoas prestigiavam os feriados por seu sentido verdadeiro, hoje apenas lembram do dia como uma folga ou até mesmo um dia de ganhar presentes.

As explicações dos contextos que contam o fundamento dos feriados ficaram arquivadas em livros, bíblias, enciclopédias, ainda celebradas pelos padres, pouco lembradas pelos professores, nem ao menos faladas pelos pais. Foram esquecidas no tempo diante de uma realidade totalmente diferente, com pensamentos materialistas, que não carregam em seu conhecimento a história da humanidade.

Sem conhecer os significados dos dias, as pessoas vão vivendo, transformando a Páscoa que é a “Ressurreição de Cristo”, em um dia de “comer chocolate”; o Natal, que é o “Nascimento de Cristo”, em um dia de “ganhar presentes”. "Tiradentes”, “Revolução Constitucionalista”, “Independência do Brasil” e muitas outras datas são apenas referidas pelos brasileiros como mais um dia de folga. Poucas pessoas sabem os sentidos dos feriados.

Hoje o dia de “Finados” e a “Sexta-feira Santa”, que antes eram dias tristes, de silêncio, por representarem um significado de morte, se tornaram dias de festa. E assim, a cada dia que passa, as culturas do Brasil, seus verdadeiros valores e significados estão sendo esquecidos.

Feriados do ano de 2009

01/01 - Confraternização Universal
24/02 - Carnaval
10/04 - Sexta-feira da Paixão
12/04 - Páscoa
21/04 - Tiradentes
01/05 - Dia do Trabalho
11/06 - Corpus Cristi
09/07 - Revolução Constitucionalista
07/09 - Independência do Brasil
12/10 - Dia da Criança e Padroeira
02/11 - Finados
15/11 - Proclamação da República
25/12 - Natal

sábado, 18 de abril de 2009

Que ronquem os motores

Gustavo Caldeira
Quinto semestre
Abrem-se as cortinas, pois o espetáculo está de volta. A temporada 2009 da Moto GP também não escapou da crise econômica mundial, e neste ano vem com algumas novidades. Cada piloto poderá utilizar apenas cinco motores ao longo da temporada. A desobediência à nova regra resultará em perda de 10 pontos na classificação geral.

Para as provas da temporada 2009-10, haverá oito dias de treinos e não serão permitidos os compostos de cerâmica em discos de freio e pastilhas de freio.

A comissão proibiu também qualquer sistema de potência hidráulica à pressão, e o lubrificante do motor não poderá ser utilizado para nenhum outro fim.

Outro ponto importante é que o controle eletrônico de suspensão não será permitido, assim como o EGR (recirculação dos gases de escape).

A Moto GP (Grande Prêmio) tem por característica muitos tombos, acidentes discussões e ultrapassagens cinematográficas. Este ano, Valentino Rossi conta com rivais de peso, além de Casey Stoner, piloto da equipe Ducati. O espanhol Sete Gibernau, afastado da categoria há dois anos, retorna às competições defendendo a equipe independente Francisco Hernando (Ducati).

As corridas são transmitidas ao vivo pelo canal Sportv2.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Duplamente companheiros

Fabrícia Lopes
Quinto semestre
O ano era 1980, o Brasil era governado por um regime autoritário. Neste contexto, uma mãe estava com seus filhos pequenos chorando, devido à falta de leite (produto estava em falta no mercado). Como o choro dos pequenos se intensificava, seu esposo, um operário do ABC paulista, resolveu sair com um amigo à procura do desejado “ouro branco”, pois cada cidadão só podia comprar uma lata de leite.

Mas no meio do caminho um encontro casual acontece. Polícias se aproximam e, sem dar nenhuma explicação, iniciam uma série de agressões violentíssimas. As latas de leite se perderam.

Quando chegou em casa, o operário contou tudo para sua esposa que começou a chorar, enquanto limpava seus ferimentos “Mulher, eu nunca estive em nenhuma greve, nem estou por dentro da luta política, mas de hoje em diante, vou combatê-los”, afirmou.

O nome do esposo é Maurício. A esposa se chama Maria de Fátima. Naquele ano, ele se filiou a PT e milita no partido até hoje. Recentemente, eu participei de uma conferência da esquerda do partido e tive a honra de conhecer este casal, duplamente companheiros.

Nas várias conversas que tivemos, o casal relatou passagens das suas lutas, as noites sem fim de campanha para eleger Lula. Na maratona, os filhos ficavam no banco de trás ainda pequenos.

Enquanto contavam as histórias, eu fiquei emocionada, pois me senti fruto da luta daquela geração e pude refletir sobre a importância da luta política, pois a lutas de hoje farão toda diferença nas conquistas de amanhã.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Atitudes únicas que mudam a todos

Elissa Moreli
Quinto semestre
Outro dia, com o controle remoto na mão, numa luta incessante de encontrar alguma coisa interessante na televisão, sossego meus dedos após algumas palavras me chamarem a atenção no canal TV Brasil. Era o Programa Especial, que descobri ir ao ar nas terças e sábados, ao meio-dia, e nas quintas, às 19h.

Estou divulgando o horário para quem se interessar a conhecer o programa, mas agora, direi o que me instigou a permanecer assistindo-o. Passava uma entrevista de grande valia com um guri de vinte e poucos anos tetraplégico, que desde os nove anos vivia sobre uma cama, aos cuidados da avó. Perdeu o movimento de todos os membros do pescoço para baixo após sofrer um acidente de carro.

No entanto, tudo que poderia apontar para que ele vivesse sem motivação alguma ou esperando a vida passar me surpreendeu quando o que vi foi totalmente o contrário. Ele se tornou um escritor. Já escreveu um livro (com a ajuda de um programa de computador, que por comandos de voz possibilita que ele registre na tela as palavras) com a colaboração da editora de sua obra. Também possui um blog que mantém atualizado. Fiz questão de anotar e visitar. Ele já deu palestras em vários lugares...

Enfim, um exemplo de vida! Herói mesmo por agradecer ao simples fato de estar vivo! Incrível, porque nós que temos pernas e braços perfeitos, possibilidades infinitas e saúde para criar, produzir muitas coisas boas e vivemos reclamando que a vida não é boa o suficiente. Pelo programa de computador, ele tem acesso ao mundo virtual, que faz questão de desfrutar diariamente. Vê-se que a internet e a tecnologia permitem a inclusão de pessoas que possui algum tipo de deficiência.

Não tendo assistido o bastante, de repente me deparo com uma repórter com Síndrome de Down entrevistando uma senhora em um parque. E ela fazia as perguntas com um conteúdo bacana. A senhora respondia naturalmente, e assim se seguiu toda a matéria - daí a meu julgamento, subestimando a inteligência da jovem repórter. Para finalizar a minha maravilhada surpresa, a apresentadora do programa, Juliana Oliveira, ao voltar do VT, estava em uma cadeira de rodas, concluindo o trabalho de mais um dia. Ela é formada em Publicidade, pela UFF/RJ, e desde 1998 é tetraplégica em consequência de um acidente de carro.

Depois de assistir tudo o que foi ao ar, com lágrimas nos olhos, pude compreender o verdadeiro significado do nome Programa Especial. Ao pesquisar a programação no site do canal, conheci o formato e trabalho dos profissionais que levam tudo ao ar. O programa é voltado para inclusão de pessoas com deficiência física ou mental, trata das dificuldades vividas por elas e também apresenta a nós, “normais”, o dia a dia desses personagens especiais da vida real, que muitas vezes, por hábito (muito mau por sinal) ou comodismo, ignoramos diariamente.

Assistir ao programa me fez abrir os olhos e lamentar que infelizmente a minoria assistiu a essa realidade tão importante. Se ao menos as televisões abertas se interessassem em abrir um espaço para mostrar que os indivíduos com deficiência são capazes de produzir trabalhos de qualidade, daria foco numa questão que merece ser discutida.

A oportunidade é uma atitude que pode fazer a diferença. O publico, tendo acesso a esse tipo de programação, poderá ser incentivado a se interessar a atuar na inclusão desses deficientes. Assim, a consciência e principalmente as atitudes viriam crescer cada dia mais na rotina das pessoas, que vivem num mundo de compromissos incessantes, sem tempo para olhar ao lado.

Quem se envolve nesse problema e defende a causa, julga ser impossível não parar e refletir sobre o que estamos fazendo por eles e por nós, pois com tanta saúde reclamamos por tão pouco, e eles com tão pouco fazem muito! Não sabemos o que poderá nos acontecer futuramente. Tomar atitudes simples, como procurar melhorar o meio físico (responsabilidade também das administrações públicas) e o relacionamento com essas pessoas, é colaborar com o nosso amanhã, que não é de nosso poder sabê-lo.

Portanto, fica aqui uma reflexão do quão é necessário dar oportunidade de conhecer o trabalho desses profissionais e se permitir compreender que, apesar de não terem saúde física ou mental integralmente, podem sim colaborar em nosso dia a dia, com conteúdo de qualidade em programações públicas. Vale a pena despertar o interesse e colaborar com mundos que, relativamente, não fazem parte do nosso diretamente.

Pane no sistema

Luis Eduardo
Quinto semestre
Esta semana, eu pude confirmar um debate que surgiu entre nós: “Será que somos dependentes da internet?”. Quanto aos demais, eu não posso responder, mas posso afirmar que sou um dependente.

O fato é que desde segunda-feira (6) os usuários da Speedy estavam com dificuldade para acessar a internet, pois muitas vezes a conexão não era realizada. Segundo a Telefônica, a ação foi feita por crackers que desestabilizaram um certo “mapa” da internet, que dificulta o acesso a rede. Mas o que importa é que, segundo a empresa, o problema foi resolvido na quinta-feira (9).

Assim como eu, muitas pessoas sentiram-se lesadas, pois atualmente a internet tem sido uma ferramenta indispensável de trabalho, e um passatempo que te leva a um outro mundo. Sem internet, o que poderia ser feito? Sem informações instantâneas, sem MSN, sem Orkut, sem blogs, tudo isso encontramos na rede.

Agora posso me tornar um personagem daquelas matérias que procuravam alguém que fosse dependente da rede, porque de certa forma, todos somos conectados. Passei horas na frente do computador, sentia raiva da empresa. Antes mesmo de imaginar qual era o problema, ainda havia uma pontinha de fé que ao clicar em "conectar", tudo ocorreria com êxito, mas não foi o que ocorreu.

Esta insistência foi constante, durante dois dias, e nesse tempo pude notar a que ponto a tecnologia tem nos atraído, de forma que ela se tornou uma parte de nós!

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Jornalista, só com diploma!

Rafael Lopes
Quinto semestre
A Lei de Imprensa deve ser revogada. Qualquer pessoa com curso superior ou não pode exercer a atividade de um jornalista. Essas foram as principais propostas que estavam pautadas no julgamento do STF (Supremo Tribunal Federal) que ocorreu no dia 1º deste mês. Apesar das discussões caírem justamente na mesma data na qual é lembrado o Dia da Mentira, tudo era verdade. A decisão, infelizmente, foi adiada.

Coincidência ou não, vale lembrar que o julgamento tão esperado por todos os jornalistas e estudantes da área estava programado para acontecer também numa data histórica para o Brasil. Neste mesmo dia, em 1964, os militares articularam o golpe de estado e tomaram o poder do País, instituindo a Ditadura Militar, considerada o período mais longo de censura contra a imprensa e até mesmo à população, que perderam o direito de livre expressão.

Passados 45 anos do regime, o País presencia mais um grande golpe, porém, não em nível nacional, mas contra uma categoria: os jornalistas.

Não pretendo entrar nos méritos da revogação da Lei de Imprensa, mas como um estudante, defendo a obrigatoriedade do diploma e a regulamentação dos jornalistas precários, ou seja, sem diploma.

Para ser um advogado, além de graduado, é necessário que o aluno seja aprovado no exame da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). Necessariamente, um médico também precisa de um diploma, especializações e até registro no CRM (Conselho Regional de Medicina) que comprovem sua qualificação para cuidar da saúde pública.

Sendo assim, para se escrever uma reportagem não basta apenas ter domínio da Língua Portuguesa e saber articular bem. É preciso juntar tudo isto com as técnicas de apuração jornalística e conceitos fundamentais, por exemplo, a ética, bases teóricas ensinadas nas universidades para melhorar a qualidade das informações difundidas.

Nos últimos dias foram grandes as expectativas de que os ministros do STF fossem sensatos e votassem a favor da obrigatoriedade. Várias manifestações foram promovidas em defesa do diploma. Entidades sindicais se mobilizaram e estudantes não cruzaram os braços.

Na região, universitários do curso de Jornalismo do Unitoledo (Centro Universitário Toledo) de Araçatuba promoveram protesto que contou com um grande apitaço. Com narizes de palhaço e cartazes, trazendo os dizeres como: “Jornalismo não é amadorismo, Jornalismo é profissão!!!” e “STF, tire a mão do nosso diploma”, os manifestantes mandaram o seu recado.

A mesma movimentação pode ser presenciada em Brasília, em frente ao STF, e em outros Estados. Até o mensageiro instantâneo MSN foi usado por estudantes. A frase mais usada era “Jornalista, só com diploma!”. Os objetivos foram únicos: sensibilizar os membros do tribunal.

Entretanto, a apreciação dos ministros sobre o recurso apresentado pelo MPF (Ministério Público Federal) e que tem como relator o ministro Gilmar Mendes foi adiada e deverá acontecer apenas quando forem concluídas as discussões sobre a Lei de Imprensa.

Em novembro de 2006, o Supremo garantiu o exercício da profissão aos que já atuavam na área mesmo sem registro no Ministério do Trabalho ou diploma de curso superior.

Se os ministros mantiverem a decisão, com certeza será um retrocesso e literalmente um “balde de água fria” para tantos jornalistas recém-formados que trabalham na legalidade. O que podemos fazer agora é esperar as cenas deste próximo e longo capítulo.