A imagem que ilustra a manchete

Michele Bacelar
Sexto semestre

O repórter-fotográfico Alexandre Souza, ex-aluno do Unitoledo que atua na área há mais de 20 anos, trouxe aos alunos do sexto semestre de Jornalismo da instituição uma motivação a mais para mergulhar nos “olhos da notícia”.

Já que ao comprar um jornal ou revista, ou mesmo buscar uma notícia na internet, o que mais chama a atenção do público é a imagem que ilustra a manchete, seja ela triste, feliz ou simplesmente momentânea, isso faz com que o trabalho dos fotógrafos na profissão de Jornalismo seja uma peça fundamental para o dia a dia dos leitores.

A experiência como repórter-fotográfico de Souza, que também foi um dos pioneiros na cidade de Araçatuba a trabalhar com webjornalismo, mostra que a importância desse recurso não é apenas para enfeitar os tabloides, mas transportar o leitor ao momento real do fato a ser contado.

“A fotografia congela a imagem na hora em que acontece o fato. O fotografo deve mostrar o diferente e não apenas o que a pessoas veem no memento”, afirmou durante palestra na aula de Jornalismo on-line e novas tecnologias no último dia 10.

Ao apresentar alguns de seus trabalhos, Souza, que começou a profissão por curiosidade, explicou que dentro das redações o papel do repórter-fotográfico vai além de simples cliques, pois não basta apenas captar uma boa imagem sobre o que esta acontecendo. A foto deve ter sincronia com a pauta do repórter que vai cobrir o fato, para que a imagem captada não seja desperdiçada. “O fotógrafo deve estar sempre junto com o repórter na hora de apurar os fatos para que a imagem seja o casamento perfeito entre a visão e a leitura da notícia”, explica. “Já tirei varias fotos que não tinham nada a ver com a matéria e não foram utilizadas”.

O fotógrafo já passou por diversos jornais da cidade. O mais recente onde trabalhou foi a Folha da Região, onde esteve por nove anos. A editoria em que mais gostava de cobrir os fatos era a policial. “Nesta sempre tem mais adrenalina, as coisas sempre são diferentes”.

O papel do repórter-fotográfico é fundamental para uma empresa jornalística, que veicula notícia impressa ou na internet, principalmente porque a imagem captada poderá ser no outro dia o que vai chamar a atenção do leitor ao comprar o jornal. Para Souza, ao olhar uma foto, ela deve mostrar tudo o que um texto não vai mostrar, por isso o fotografo deve “ser rápido e estar sempre atento para captar o melhor do momento”.

Ao fim da apresentação, Souza deixou a mensagem para que os alunos de Jornalismo não desistam da profissão. “Não se preocupem pelo fato de o diploma não ser reconhecido, empresas sérias sempre vão contratar pessoas qualificadas para trabalhar”.

Clique aqui e veja galeria de fotos de Alexandre Souza montada pelo aluno Rafael Lopes.

A enciclopédia supervisionada

André Sanches, Angélica Neri, Carlos Teixeira, Cristiano Morato, Diuân Feltrin, Jean Fronho, Luis Gustavo, Maiara Bombi, Maria Cecília, Marcela Cruz, Nathália Fagundes, Rafael Lopes e Ricardo Moreira
Sexto semestre

A Wikipédia é um dos grandes nomes da web 2.0. Trata-se de uma enciclopédia multilíngue, on-line e colaborativa, ou seja, escrita internacionalmente por pessoas comuns de diversas regiões. O fato de as informações poderem ser alteradas por qualquer leitor gera dúvidas sobre o conteúdo fornecido pelo site.

Para a estudante Tahuany Barreto dos Santos, 19 anos, que cursa o segundo semestre de Sistema de Informação no Unitoledo, a Wikipédia pode até ser consultada, contudo, não serve como fonte. "Eu acho bem clara e objetiva, mas as informações coletadas servem apenas como guia para nortear um trabalho. Depois terei que achar essas informações em fontes em livros ou outros escritos".

Pensando na confiabilidade, os criadores da enciclopédia virtual idealizaram um sistema de moderação para averiguar as mudanças possivelmente feitas por algum internauta. Uma equipe recebe notificações de qualquer alteração que seja feita e quase que instantaneamente a correção é realizada.

Luis Guilherme de Souza Bogar, 25 anos, é estudante do oitavo semestre de Sistemas de Informação e utiliza o site para trabalhos acadêmicos. Apesar de nunca ter postado e não possuir conta na Wikipédia, ele acredita que as informações são confiáveis, e baseia sua opinião justamente no processo de moderação. “Eu confio no site porque os textos postados são corrigidos e qualificados antes de suas publicações”.

RISCOS
Porém, não são todos que levam fé no sistema de acesso ao conteúdo da página. O estudante do oitavo semestre de Direito Marcus Vinícius Riston, 23 anos, afirma que utiliza a enciclopédia diariamente porque encontra nela links para outros endereços virtuais de pesquisa. Riston aponta todos os riscos da vida on-line.

“Nunca confiei em sites devido aos provedores possuírem total acesso, ficando vulneráveis a hackers. Não confio nem mesmo na minha página de e-mails”, afirma.

E se alguns alunos ponderam a função da página como fonte de pesquisa, no caso dos professores há ainda mais uma preocupação: o plágio. Com a popularidade do site, é comum que muitos estudantes recorram a ele. “Os professores aceitam as informações da Wikipédia desde que não seja uma mera cópia”, afirma Riston, confirmando a tese de que o espaço deve ser mais uma forma de direcionar a pesquisa do que de fundamentá-la.

O estudante de Direito ainda citou uma situação específica. “Houve um caso em que o Supremo Tribunal Federal divulgou uma decisão judicial e algum desconhecido alterou o documento, postando, em seu interior, uma receita de bolo e dando outro sentido à decisão”.

PROFESSORES
Apesar de toda a discussão acerca da confiabilidade das informações contidas na Wikipédia (somente no Brasil são aproximadamente 500 mil verbetes), alguns professores do Unitoledo consultados avaliam o uso desta ferramenta como positiva.

Especialista em Literatura Brasileira, Ester Mian, acredita que a enciclopédia on-line possui credibilidade, no entanto, é importante que o conteúdo seja avaliado, comparando-os a outras bibliografias. “Ao me deparar com trabalhos baseados na Wikipédia, costumo consultar outras fontes, para verificar a consistência das informações”, afirma.

Márcia Baptistella, coordenadora do curso de Sistemas de Informação, compartilha da mesma opinião: o conteúdo disponibilizado na web deve ser somado às referências bibliográficas. “A Wikipédia, por si só, não é válida. Trabalhos acadêmicos devem ser abrangentes, compostos por fontes bibliográficas”, avalia.

“Revi meus conceitos em relação ao Wikipédia”. Essa afirmação do coordenador do curso de Direito, João Francisco de Azevedo Barreto, retrata bem o processo de mudança que vem sofrendo a enciclopédia on-line, que antes era alvo de críticas por conter informações incorretas. “Nos últimos dias, li sobre a ferramenta em fontes diferentes e todas abordavam a rápida atualização dos verbetes quando alguém colocava algum dado errado”, disse.

Apesar de toda facilidade, Barreto sempre aconselha os estudantes a não utilizar a Wikipédia, entre outros sites de consultas, como fontes para trabalhos de conclusão de cursos, como a monografia. Ele revela que muitos verbetes disponíveis são cópias de algum livro ou autor, porém, a fonte não é citada, o que configura plágio.

Dependencia digital - a 'netcompulsao'

Cecília Egreja
Sexto semestre

Em pouco tempo, a internet se tornou parte fundamental da vida profissional e pessoal de grande parte da humanidade, mas tanto a sua importância como os efeitos que acarreta nos usuários ainda não são bem compreendidos.

A dependência digital já passou a ser patologia psiquiátrica em alguns países. Os termos “dependência de internet” e “uso patológico da internet”, por exemplo, já constam do Diagnostic and Statistical Manual, da Associação Psiquiátrica Norte-Americana. No Brasil, ainda não é considerada doença e sim um transtorno, porém a preocupação em relação à dependência já existe no País. Estima-se que pelo menos 10% dos usuários brasileiros, quase dois milhões, já estão dependentes.

Segundo a psicóloga Joana Carolina Paro, a dependência - ou vício em internet - pode ser observada a partir não só da quantidade de tempo que o indivíduo, seja criança, adolescente ou adulto, gasta navegando, mas principalmente o quanto compromete outras atividades importantes para uma vida saudável e feliz. O relacionamento pessoal e real com a família e amigos, atividades escolares, de trabalho ou mesmo de lazer; os relacionamentos afetivos e sexuais podem ficar comprometidos seriamente quando a pessoa concentra toda a sua energia em obter, por meio da rede, a satisfação de suas necessidades na busca de prazeres imediatos.

Este tipo de vício ainda não constitui uma classificação diagnóstica, mas faz parte do transtorno de impulso, como o jogo. A dinâmica das duas compulsões é exatamente a mesma e pode estar relacionada também a um transtorno da ansiedade.

Sob a perspectiva da abordagem cognitiva, os três transtornos - de dependência química, de jogo compulsivo e de acesso compulsivo à internet - são apenas sintomas secundários de um processo instalado em fases anteriores do desenvolvimento da personalidade, quando se instala um sistema de esquemas cognitivos e suas respectivas crenças sobre si mesmo. Isto torna as pessoas pré-dispostas a desenvolverem os sintomas secundários dos vícios em contato com a possibilidade de experimentação.

SINTOMAS
Joana Paro indica alguns sintomas que podem dar pistas claras sobre a dependência da Internet, são eles:
  • Excessiva preocupação com a internet, necessidade de aumentar o tempo gasto on-line para obter o mesmo nível de satisfação;
  • Ter que se esforçar para não se conectar;
  • Irritabilidade ou depressão, alteração do humor frente à impossibilidade de conectar-se;
  • Permanência de conexão maior do que imaginam;
  • Mentiras a respeito do tempo que passam on-line;
  • Prejuízo do desempenho no trabalho e atividades escolares e das relações sociais em função da internet.
Depressão ou timidez excessiva são características comuns entre os dependentes. Por esta razão, os sites mais frequentados são justamente os que promovem maior facilidade de relacionamento, como as salas de bate-papo, sites de relacionamentos e, mais recentemente, os jogos virtuais que apresentam algum tipo de interação social, como o Second Life.

No Brasil, a novidade que tem atraído um grande número de usuários é a versão brasileira do Happy Harvest, o Colheita Feliz. Trata-se de um aplicativo do Orkut - e Facebook - ao qual o internauta possui uma fazenda virtual e interage com seus amigos, podendo ajudá-los em suas plantações, roubar-lhes, plantar pragas ou enviar presentes. Jogos deste tipo promovem uma espécie de sensação de “sucesso” quando o internauta conquista um nível superior, amenizando os fracassos da vida real.

Sites pornográficos e de apostas também estão entre os mais procurados, entrelaçando compulsões já existentes.

TEMPINHO
M.A., uma mulher de 32 anos que pediu para não ser identificada, conta que anteriormente não tinha paciência para usar a internet, mas hoje, com a rapidez ao acessar os sites de seu interesse, passou a ficar horas navegando. “Disputo o computador com meus dois filhos adolescentes, mas espero eles dormirem para poder ficar tranquila. Meu marido reclama muito, mesmo assim sempre que tenho um tempinho, corro para o computador.”, confessa.

Ao ser questionada se o uso da internet prejudicava seus afazeres, ela afirmou que sim. Reconhece que é “viciada em internet”, mas afirma nunca ter pensado em buscar ajuda profissional. “Sempre evitei pensar no assunto. A internet é onde eu relaxo e elimino as tensões do dia a dia; só agora, com as reclamações da família, é que passei a pensar no assunto”, revela.

Para Joana Paro, o primeiro passo para combater um vício é reconhecê-lo e admiti-lo. Compreender seu mecanismo e os danos que causam na vida real e nas relações com os outros. O segundo é buscar ajuda profissional, grupos de apoio, informações a respeito, mudanças de hábitos e muito esforço.

Porém, nem sempre é fácil fazer com que o dependente aceite seu problema. “Geralmente, a pessoa que está viciada ou dependente da internet rejeita a ideia e só quando vê sua vida sendo subtraída em detrimento do vício é que procura alguma ajuda. Por serem questões ligadas à formação e desenvolvimento da personalidade, precisam ser tratadas como tal, por profissionais competentes na área. No caso de crianças e adolescentes, toda a família deverá procurar ajuda, pois a ação terapêutica dos pais é que poderá garantir o sucesso do tratamento.”, diz a psicóloga.

TRATAMENTO
O Hospital das Clínicas, em São Paulo, possui um tratamento para dependência de internet. É um programa de atendimento ambulatorial com abordagem multidisciplinar. Inicia-se com uma pré-triagem para averiguar o quadro de sintomas; o psiquiatra realiza uma consulta para avaliação e, então, é oferecido ao paciente um plano terapêutico em grupo e/ou individual que constitui de acompanhamento psicológico e psiquiátrico.

Segundo o site do hospital, são estas as características de usuários graves de internet, que passam muito tempo e que podem ter dependência de internet:
  • Pessoas inteligentes e mentalmente muito ágeis;
  • Referem passar o “dia todo” conectados;
  • Pertencentes a todas as faixas etárias;
  • Apresentam depressão e/ou ansiedade;
  • Preferem as interações virtuais às reais;
  • Utilizam a internet como uma forma de expressão daquilo que realmente são e pensam (refúgio);
  • Ciclo de amizades e de relacionamentos muito empobrecido;
  • Desenvolvem idiossincrasias (predisposição particular do organismo que faz que um indivíduo reaja de maneira pessoal à influência de agentes exteriores (alimentos, medicamentos, etc.) na rede.
O site ainda oferece um questionário para testar a sua dependência:

  1. Você fica mais tempo na internet do que com pessoas “reais”?
    Se você costuma gastar suas horas com atividades on-line mais do que com pessoas da sua família, amigos ou de outro tipo de relacionamento, realmente você precisa ficar atento, pois este é um dos primeiros sintomas do problema.

  2. Você não consegue manter o próprio controle na net?
    Caso você se conecte na internet apenas para “dar uma olhada” e acaba ficando bem mais do que o planejado, cuidado! Este pode ser um claro sinal de dependência.

  3. Você acha que “sem a internet não dá para ficar”?
    Se por qualquer razão você não pode estar online durante algumas horas/períodos e percebe-se ansioso ou com tédio ou irritado e, quando volta a conectar-se fica bem de novo, este é um péssimo sinal!

  4. Você se percebe incapaz de diminuir o tempo on-line, mas, ao contrário, ele só aumenta?
    Caso você já tenha feito tentativas frustradas para diminuir o tempo de uso e vem notando que a cada dia que passa permanece mais tempo conectado na net para ter a mesma satisfação, muito cuidado: este é um forte sinal de dependência!

  5. Você tem mentido ou disfarçado para os outros sobre o tempo que você fica conectado?
    Desde que começou a ficar mais tempo on-line, se você tem tentado enganar ou mentir para seus familiares ou pessoas mais próximas a respeito da relação que estabelece com o tempo na internet, isto é um gritante aviso!

  6. Você sente que sem a internet a vida não teria graça?
    Se não consegue mais sentir o mesmo prazer que antes nas atividades off-line ou sente-se melhor na vida virtual do que em qualquer outra situação real, ou tem notado que de um tempo para cá, desde que começou a usar com maior frequência a internet, vem sentindo-se irritado ou deprimido, cuidado!

  7. Mesmo sem estar na frente do computador, preocupa-se com o que está acontecendo no mundo virtual?
    Quando você está envolvido em outras tarefas cotidianas e não pode estar on-line (nossa, que ansiedade!), chega em casa e corre para ligar seu computador (ou dá um jeito mesmo fora de casa) para ficar “inteirado” dos acontecimentos virtuais. Estas atitudes podem indicar dependência de Internet.

Mais informações:

Wikipédia: confiar ou não?

Dandara Furhman, Elissa Moreli, Fabrícia Lopes, Fernanda Caselato, Francine Serrador, Isabela Machado, Karol Ferretti, Lívia Gaspar, Luis Eduardo, Michele Bacelar, Naira Mendes, Suéllen Rosim e Viviane Cortez
Sexto semestre

Informação é simplesmente essencial em nossos dias atuais. A web 2.0 é fonte de informação que nos chega com velocidade rápida e em quantidade ilimitada. Uma fonte de informação livre e gratuita, que conta com a colaboração de conteúdo por milhares e milhares de usuários do mundo inteiro, é a enciclopédia on-line Wikipédia. Cada pessoa que se disponibiliza a colaborar deve respeitar as normas do site. Como é colaborativa, cada voluntário também tem a responsabilidade de fiscalizar os conteúdos enviados. Isso dá confiança e credibilidade.

Criar uma conta é simples, como se inscrever em qualquer outro serviço gratuito on-line. Após essa fase, vem o mais difícil: conseguir criar um verbete na enciclopédia. Ao contrário do que muitos pensam, os verbetes que são enviados passam por uma análise de conteúdo onde as “cabeças” (aqueles que mais colaboram no site ganham destaque e importância no gerenciamento) vão liberar ou restringir a sua colaboração informativa. Importante destacar que é proibido reprodução de textos ou imagens.

Conteúdos exclusivos são mais fáceis de entrar na enciclopédia. Citar um fato como exemplo é a melhor forma de simplificar como funciona a Wikipédia. Suéllen e Taynara formam uma dupla de cantoras do cenário gospel. No entanto, até então não havia conteúdo disponível na página. Criou-se uma conta durante a aula de Jornalismo on-line e novas tecnologias, confirmou-se a autenticidade do usuário e após esse processo enviou-se informações sobre a história das cantoras.

Instantaneamente há a disponibilização do verbete no espaço. No entanto, os administradores analisam o valor enciclopédico do artigo. As informações posteriormente filtradas, se aceitas, devem obedecer aos critérios da plataforma. Se não for concluído, o texto pode ser retirado do ar.

Qualquer pessoa que tenha a conta pode alterar o conteúdo dos textos sem que haja notificação para o responsável que enviou a contribuição primordial. E nesse processo da análise de nossa equipe surge a seguinte dúvida: então, é possível alterar o conteúdo sem que haja análise da comissão para ser validado no site? A resposta é sim.

Outro exemplo que podemos citar é a de que o título de um texto foi modificado e em seguida já estava no ar visto por quem acessasse a página. Ou seja, qualquer pessoa que tenha acesso ao site e que se disponibilize a dedicar atenção à Wikipédia pode alterar os verbetes.

Mas um detalhe muito importante deve ser destacado: esse processo de modificação é instantâneo, mas não se torna válido permanentemente, pois há voluntários que fiscalizam o conteúdo da página. Quanto mais visado o verbete, maior fiscalização enciclopédica por parte dos colaboradores.

Os fóruns apresentados tratam de discussões sobre os assuntos que se encontram disponíveis e possíveis erros que possam existir no site. Mas também é possível encontrar debates que tratam de assuntos atuais. Os usuários podem usar também a ferramenta para denunciar verbetes que carecem de fontes.

É importante deixar claro que a Wikipédia é uma fonte importante de informação muito válida nas pesquisas de nosso dia a dia. Mas precisa de aperfeiçoamento, assim como vários outros serviços que contam com a colaboração dos usuários da web que disponibilizam conteúdo.

Quem utiliza este site como fonte de consulta precisa ser crítico e desperto na consciência de que a página também está suscetível a erros. Por ter a participação de milhares e milhares de pessoas de todo o mundo, tudo o que é enviado à Wikipédia passa por fiscais que tanto colaboram com verbetes válidos quanto vandalizam os conteúdos, mas quando descobertos logo são tirados do ar. Não é à toa que a Wikipédia conquistou grande parte dos internautas do mundo todo que procuram conhecimento de fonte segura.

Blog faz jovem ganhar dinheiro se divertindo

Jean Paulo Fronho
Sexto semestre


Uma maneira simples e fácil de ganhar dinheiro fazendo pouco esforço. Parece um anúncio publicitário, mas não é exatamente isso. Embora a publicidade seja a mola propulsora do tipo de sucesso em questão, a ideia inicial remete justamente a um já antigo espaço conhecido de todos aqueles que estão ligados à vida na internet: os blogs.

O jovem Ígor de Souza Pucci, 25 anos, é formado em Ciências da Computação, mas viu no marketing a estratégia uma forma para ganhar dinheiro e fazer sucesso com os avanços da tecnologia. E a ideia inicial foi simples: recolher fotos inusitadas que circulavam pelo Orkut e publicá-las, sem estarem atreladas a texto algum. Após publicar as primeiras 50 fotos e divulgar o novo espaço no conhecido “boca a boca”, Pucci chegou a receber 8 mil acessos. Nascia, então, o portal “Pérolas do Orkut”.

Tanta despreocupação em criar algo que obrigatoriamente caísse no gosto do público acabou resultando em um site que atualmente é referência em fotos inusitadas e que foi capaz dar renda ao seu criador. “Antes de dezembro do ano passado, ganhava R$ 8 mil por mês. Após a crise, tive uma queda de mais de 50%”, afirmou em entrevista coletiva com alunos da disciplina de "Jornalismo Online e novas tecnologias", no dia 29 de setembro. Todo o dinheiro arrecadado provém dos anúncios publicitários, aos quais o blogueiro teve acesso após entrar em um sistema de afiliados no ramo de endereços eletrônicos.

Apesar de a renda não ser mais a mesma, o site administrado por Pucci recebe de 40 a 50 comentários por foto. Ele firma que a maioria dos visitantes é brasileira, da região Sudeste e jovem. Porém, existem visitantes de diversos países do mundo, como Japão e EUA. As atualizações acontecem todos os dias, mas, apesar disso, afirma trabalhar somente duas horas por dia. Para comandar o portal, o atualizador dispõe de um aparato na própria casa, sendo que, com o crescimento do site, um novo servidor precisou ser comprado.

Mudança no conteúdo
Com o passar do tempo, o conteúdo da página também mudou. A intenção inicial, que era de somente divulgar fotos inusitadas do Orkut, acabou se tornando um espaço para fotos divertidas, provenientes de qualquer lugar.

O próprio administrador confessa que se acomodou após certo tempo e hoje procura menos fotos do que antes. “Quando a página foi criada, eu procurava as fotos. Hoje em dia, as pessoas me mandam, sendo que, às vezes, são fotos delas mesmas, que elas querem que sejam colocadas”. As fontes que Pucci usa para encontrar as fotos são o Google e comunidades do Orkut especializadas nesse tipo de conteúdo.

Relação com o público
Pucci já teve alguns problemas com o blog. Como se trata de um espaço dedicado a expor situações engraçadas, ocorreram casos de pessoas que se sentiram ofendidas com determinadas fotos. Mesmo as imagens passando por um processo de edição, no qual rostos ou qualquer outro tipo de identificação são rasurados, é comum que pessoas façam ameaças de processá-lo. Porém, ele não vê problema em retirar alguma foto possivelmente ofensiva. “Se alguém reclama que se sentiu ofendido ou que não gostou da publicação de alguma foto, basta falar comigo que eu retiro”.

E a página não se limitou ao público anônimo e chegou ao conhecimento das celebridades. Segundo Pucci, a ex-garota de programa de luxo Bruna Surfistinha chegou a comentar na internet sobre uma foto publicada relacionada ao seu livro. O apresentador Marcos Mion também já fez elogios à pagina.

Futuro com blogs
Ígor Pucci já atuou como programador de web, fez pós em Economia e agora faz em Marketing. O jovem diz gostar desse ramo e pretende aumentar ainda mais o “Pérolas do Orkut”, utilizando inclusive conceitos da área.

Atualmente Igor não realiza nenhuma outra atividade a não ser atualizar blogs. Ele ainda administra um que contém tipos de imagens utilizadas para recados no Orkut (www.webrecados.com) e outro contendo frases e pensamentos famosos (www.webfrases.com).

Quem controla quem?

Ricardo Moreira
Sexto semestre

Estamos na era digital, período em que as pessoas não têm tempo para nada. A correria do dia a dia tem cada vez mais ofuscado a visão de muitos. Aqueles que, há uma década, tinham pavor de um aparelho celular e muito menos sabiam manipular um computador, hoje se veem obrigados, até mesmo por necessidade, a ter acesso a esses mecanismos tecnológicos.

A internet veio para ficar. Milhares de pessoas no mundo todo gastam horas e horas na frente de um computador em sites de relacionamentos e pesquisas. Enfim, o ser humano criou meios de se monitorar 24h por dia. Em todo lugar por onde quer que andem, lá estão elas, as câmeras de segurança, instaladas em praças, shoppings, ruas e lojas particulares. Elas estão sempre atentas aos movimentos de cada cidadão que trafega pelo local.

O filme Controle Absoluto retrata muito bem as tecnologias disponíveis no mundo (algumas que ainda nem sequer chegaram no Brasil), mas que se tornam uma espada de dois gumes quando caem na mãos das pessoas erradas. Trazendo isso para uma realidade mais próxima, hoje qualquer um de nós pode efetuar compras pela internet e até fazer movimentações bancárias sem sair de casa. Mas até onde podemos confiar em tudo isso?

A corrupção está presente em todo lugar e principalmente onde os criminosos encontram facilidade para atuar, até mesmo nos lugares mais improváveis. Com toda tecnologia dos Estados Unidos e com uma equipe de pessoas extremamente preparadas para combater o crime, eles foram pegos de surpresa por um funcionário que conseguiu manipular uma “máquina altamente tecnológica”, ou seja, isso prova que ninguém está livre de ser rasteado por qualquer que seja a tecnologia dispensada.

Controle Absoluto. Não haveria nome melhor para um filme que mostra o controle da tecnologia e a influência que ela exerce na vida das pessoas. Naquele caso, os personagens eram obrigados a fazer tudo que a voz pelo celular os obrigava. Uma batalha contra eles mesmos que se tornaram reféns da tecnologia imposta e do sistema que exigia certas atitudes para garantir a sobrevivência dos dois personagens.

Você pode imaginar de uma hora para outro ser monitorado por criminosos que o obrigam a fazer coisas absurdas? Pois é foi o que aconteceu com Jerry, personagem do filme. A vida dele se tornou um inferno de uma hora para outra. Os personagens passaram a ser escravos de uma voz misteriosa e eram obrigados a vivenciar momentos de horror a cada ligação que recebiam com uma nova ordem.

Assista ao trailer do filme:


Mas será que essa dramaturgia recebeu alguma inspiração no que acontece nos dias atuais? Será que indiretamente não é assim que vivem milhares de pessoas no mundo todo ? Desde o surgimento da web, os jovens dos dias atuais passam horas e horas conectados à internet e deixam de viver momentos importantes de suas vidas, que jamais voltarão.

No filme, vimos que os personagens eram reféns diretamente de ordens exercidas por uma facção criminosa, ou seja, era questão de vida ou morte obedecerem às ordens outorgadas (uma espécie de escravidão). Na verdade, o pior escravo é aquele que é escravo de si mesmo, aquele que não consegue conter suas compulsões e vive uma vida de dependência, uns com vícios em drogas, álcool, sexo e outras coisas mais; outros, a um confinamento na internet. Será que não é um controle absoluto o que a rede mundial de computadores exerce sobre os indivíduos, aqueles que perdem os fins de semana gastando horas e horas na frente do computador?.

Existem hoje muitas discussões em relação à privacidade. As câmeras de segurança são grandes aliadas no combate à criminalidade, são responsáveis pelo controle da segurança de shoppings e locais públicos; eficazes e instaladas em locais estratégicos, conseguem, na maioria da vezes, coibir a ação dos bandidos, mas não conseguem erradicar o crime de uma vez por todas.

Na verdade, o problema é cultural. Por mais que a tecnologia avance, apenas facilitará o trabalho das autoridades. O crime nunca será erradicado. É preciso conscientização de todos para “tentarmos” levar adiante uma sociedade mais justa.

A tendência é as coisas serem digitalizadas, tornando a vida da humanidade cada vez mais prática e rápida. A intensão da tecnologia é facilitar a vida das pessoas, mas quando este recurso não é usado de maneira correta pode se tornar em um transtorno e causar uma catástrofe na vida de muitos.

Sim, é muito prazeroso fazermos em questão de segundos coisas que há alguns anos levariam dias, semanas ou meses. O filme Controle Absoluto mostra que ninguém está livre de qualquer tipo de manipulação. Mostra que não podemos confiar no ser humano, que muitas vezes nos decepciona, muito menos nas máquinas, que são vulneráveis à interferência desse animal racional.

Não generalizando todos os seus âmbitos, a tecnologia ao contrário do que dizem, não é sinônimo de uma vida tranquila e segura. Ninguém pode ser escravo de um aparelho que não possui vida própria, a liberdade deve ser cultivada acima de tudo. Os recursos tecnológicos existentes nos dias atuais servem de complemento para uma vida mais ágil , já que no século 21 somos escravos de um sistema no qual ninguém tem tempo nem pra si mesmo, mas não deve ser uma regra de conduta em nossas vidas .

Mas afinal o que é tecnologia ? No censo comum, é tudo aquilo que proporciona ao ser humano uma vida melhor, aquilo que evoluiu com o tempo e leva a humanidade a viver uma vida ágil e mais acomodada. Os valores sociais que com o tempo foram esquecidos, uma espécie de remoção dos marcos antigos.

Não esquecendo que para toda causa existe um efeito, como um remédio: seus efeitos colaterais, a poluição do ar, tempo instável e catástrofes na natureza, alimentação errada, desenvolvimento de doenças, etc... Ou seja, tudo tem seus pontos positivos e negativos, quem for sábio desfruta do melhor de todas as coisas, pois “todo extremo é muito perigoso."

Falta pudor e respeito em nossas famílias

Carlos Teixeira
Sexto semestre

Já foi o tempo em que uma filha respeitava os pais e se policiava com relação as roupas que usa no dia a dia. A banalização da sexualidade está de tal forma que usar uma roupa curta (ou curtíssima) é “da moda” e não deveria incomodar ninguém. O episódio envolvendo uma aluna da Uniban, em São Bernardo do Campo, no ABC, deveria trazer a tona a discussão sobre o certo e o errado em certos comportamentos.

É claro que todo mundo tem o direito de fazer o que bem quiser, quando e como quiser e assumir a responsabilidade por isso. Este aspecto deve ficar muito bem claro na cabeça de todo mundo. Mas é preciso ter o mínimo de respeito para consigo e para com as pessoas próximas. Não é de hoje que está havendo uma inversão de valores morais, religiosos, legais, políticos e tantos outros. A nossa sociedade está em processo de falência. E não adianta falar em “sociedade moderna”, “psicologia moderna”, “liberalidade” e outros argumentos fantasiosos que só mostram a decadência do comportamento humano.

Hoje está ficando normal uma criança matar outra a facadas. O filho esbofetear a mãe por causa de mistura e meninas saírem quase semi-nuas às ruas. Ao lerem esse artigo as mulheres podem se levantar e questionar que podem ter o direito de andar “bonitas e bem vestidas”. Sem dúvida alguma, principalmente no “bem vestidas”. Não é de hoje que vemos, em qualquer lugar que frequentamos, jovens com decotes profundos, minissaias praticamente mostrando o umbigo (e a referência é na vista de baixo para cima) e calcinhas à mostra.

Tal comportamento acaba estimulando outro comportamento mal educado e totalmente chulo por parte de alguns rapazes criados como se o mundo fosse uma grande “região do meretrício”. O que esperar de uma sociedade que é moldada a partir de programas em que uma moça tem dois namorados (numa apologia a bigamia), ou de reality shows onde a “pegação” é o ponto alto da audiência? Nem é preciso responder.

Não precisamos viver como na época medieval, em que usava-se três trajes de roupas, um sobre o outro. Entretanto, tanto não podemos viver numa Sodoma ou Gomorra, onde a libertinagem impera. Encontrar o meio termo para isso é o desafio da sociedade. E a principal responsável por isso é a família. Cabe aos pais encontrar a educação adequada para seus filhos, a fim de evitar episódios deprimentes e selvagens como o registrado na Uniban.